People as agents of their own development

“Real change can only be achieved through challenging dominant political and economic interests.”

For several years, the nature and discourse of “development” has been thrashed out among governments, donors and NGOs, all of whom have vested interests in Africa’s development. NGOs are strategic players – they have access to substantial funding to implement donor and government programmes and can create a bridge between those with money and power (state, donors, the market) and politically or economically disenfranchised citizens.  It has been argued however, that often NGOs are just co-opted into existing power relations and perpetuate existing hegemonic political and economic interests.

The Broker has written a special report on “Deep Democracy: Civic Driven Change Initiative” as part of a process that interrogates the current Aid paradigm. The report argues that the guiding philosophy for civic-driven-change is ‘an alternative for the current ‘over-reliance on economic growth that emphasizes accumulation over distribution and a moral and practical failure of (market-driven) party politics and democracy on many scales’ which feeds ‘instability and … disempowers citizens as agents in charge of their own development.’

Crucial then to civic-driven-change is “instead of allowing outside experts and idealists to determine what is good for people, the determination should be founded on their ‘lived reality’.”  This requires a shift in perspective – “from the citizen as a rights-bearing individual … to the citizen as the co-creator of a democratic society”, and also requires a new level of participation and communication with citizens, who are no longer just recipients of services or programmes. As Harry Boyte quotes Mamphela Ramphele as saying – “people have to become the agents of their own development.”

If the citizen is a co-creator of democracy, where does this leave NGOs working in Africa?

“Will NGOs continue to ‘assist’ the poor from the outside with resources and expertise, or will they opt to strengthen the political and normative – the civic – struggles that people fight within the market, the state and civil society?” In an alternative model, NGOs could help the poor to find their own way, rather than “giving the poor something they lack – a school, medical treatment, advice on setting up a business” – all of which are noble ‘gifts’ but ultimately continue the trend of dependence.

NGOs can choose to be catalysts in allowing citizens to be their own agents of change; and NGOs could see their role as creating “places and processes where differences engage rather than collide, … and promoting horizontal exchange between civic driven change initiatives.”

Read the full report about Deep Democracy on the Broker site here.

*All quotes above are taken from the report

For more essays on civic driven change, click here.

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3 Responses

  1. This is an excellent summary of the core ideas of the Civic Driven Change initiative, organized by Dutch donors and the Institute of Social Studies in the Hague. I participated in it last year, and remain involved.

    The blog post raises the key quesiton of power, including the hidden power dynamics — so pervasive in contemporary society – in which professionals, donors, and NGOs displace people’s agency In the name of “helping.”

    I have been struck over the years by the astonishing capacity of larger institutions to diminish and compartmentalize “big ideas,” such as citizenship and democracy. And the ideology of helping is an important aspect of this process.

    It will take a large network of voices and experiences, and considerable institutional change, to make civic driven change a powerful alternative. But Idasa’s leadership will be key.

    Harry Boyte

  2. This is an excellent summary of what the Hillside Digital Trust holds true. We’ll be launching the first citizen journalist production unit in Alexandra township, North of Johannesburg in the coming weeks and a second in Kayaletcha, Cape Town in January. Hillside gives the citizen the tools to become agents of change and active participants in the development of their communities.

  3. Here you are a Portuguese version of your post:

    Pessoas como agentes do seu próprio desenvolvimento

    Postado em 25 de agosto de 2009 por IDASA

    “A mudança real só poderá ser alcançada desafiando os interesses políticos e econômicos dominantes.”

    Durante vários anos, a natureza e o discurso sobre “desenvolvimento” têm sido exaustivamente discutidos entre governos, agências e ONGs, os quais disfarçam seus reais interesses particulares no desenvolvimento da África. ONGs são atores estratégicos – elas têm acesso a substantivas fontes de financiamento para implementar projetos e programas de agências de cooperação e governos e podem criar pontes entre as pessoas com dinheiro e poder (Estado, agências, empresas) e os cidadãos politicamente ou economicamente desprivilegiados. Argumenta-se, no entanto, que muitas ONGs são frequentemente cooptadas pelas relações de poder existentes e que acabam perpetuando os interesses políticos e econômicos hegemônicos existentes.
    The Broker publicou um relatório especial intitulado “Aprofundando a Democracia:Iniciativa para a Mudança Civicamente Impulsionada”, como parte de um processo que questiona o paradigma atual. O relatório afirma que a filosofia orientada para a mudança cívica é “uma alternativa à atual dependência em relação ao modelo de crescimento econômico que enfatiza a acumulação sobre a distribuição e conduz ao fracasso moral e prático dos partidos políticos e da democracia (de base mercadológica) em muitas escalas”, o que alimenta a “instabilidade e (…) desempodera os cidadãos como agentes responsáveis pelo seu próprio desenvolvimento.”
    O crucial para a mudança civicamente impulsionada é que “em vez de permitir que experts externos e idealistas determinem o que é bom para as pessoas, que a determinação seja fundada a partir de sua realidade vivida.” Isso requer uma mudança de perspectiva – “do cidadão como portador de direitos individuais (…) para o cidadão como o co-criador de uma sociedade democrática” – e exige também um novo nível de participação e comunicação entre os cidadãos, que já não são mais apenas destinatários de serviços ou programas. Harry Boyte cita Mamphela Ramphele, quando diz que “as pessoas têm de tornarem-se agentes do seu próprio desenvolvimento.”
    Se o cidadão é um co-criador da democracia, onde isto deixa as ONGs que trabalham na África?
    “Será que as ONGs continuarão a ‘ajudar’ os pobres a partir de fora, com recursos e expertise, ou será que vão optar por fortalecer as lutas políticas e normativas – o cívico – que as pessoas travam no mercado, no Estado e na sociedade civil?” Num modelo alternativo, as ONGs podem ajudar os pobres a encontrar seu próprio caminho, ao invés de “dar aos pobres alguma coisa que falta: uma escola, o tratamento médico, orientação sobre como abrir um negócio” – todos generosos ‘presentes’. Mas que ao fim e ao cabo, preservam a continuidade da dependência.
    As ONGs podem optar por serem catalisadoras em permitir que os cidadãos sejam seus próprios agentes de mudança; e as ONGs poderiam ver o seu papel como criadoras de “lugares e processos onde as diferenças são fontes de engajamento ao invés de colisão, (…) e promover o intercâmbio horizontal entre as iniciativas de mudança civicamente impulsionadas.”

    Leia o relatório completo sobre a democracia funda no site The Broker aqui.
    * Todas as citações acima são retiradas do relatório
    Para mais textos sobre mudanças civicamente impulsionadas, clique aqui .

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